VENDE-SE (MINHA) CASA PELA INTERNET

29 06 2007

Semprei achei a internet o meio ideal para imóveis. Você procura no conforto da sua casa sem precisar rodar a cidade, sem ter que enfrentar alguns corretores malas, sem trânsito,  enfim, o meio ideal para fazer o seu shortlist antes de finalmente bater pé.

Nestes últimos dias pesquisei mais a fundo a indústria porque resolvemos vender a nossa casa. Infelizmente não encontrei nenhum webmotors de imóveis e muito menos algum site competente de imobiliárias.

Então, resolvi fazer um blog da minha casa e coloca-la a venda pela internet.
Fiz em 3 horas, mash up de wordpress com flickr. Simples, limpinho e direto ao ponto.

Como percebi que seria mais um dentro das imobiliárias, resolvi eu mesmo investir na campanha de venda da minha casa. Vou apostar 100% na internet começando com o Adwords do Google nos próximos 30 dias.
Claro que terei uma imobiliária vendendo.Mas acho que será uma boa experiência.

Vamos ver a eficiência da minha campanha para gerar trafego pro site e  lembrança da minha casa na cabeça das pessoas. Se gerar lembrança, terei o boca-a-boca.

Quando digo boca-a-boca, não digo buzz mas sim uma lembrança de relevância para você indicar para alguém que está procurando uma casa com um perfil parecido.

Visitem o blog e espalhem: http://itapemirim36.wordpress.com

Durante os próximo 30 dias relatarei os números e o andamento da campanha.





44 filmes e você pensa que é um só.

4 06 2007

Nosso último trabalho de Bavária Premium é um ótimo exemplo de como trabalhar com filmes não lineares e editados conforme a interação e reação do usuário.
Explico: Criamos 44 pílulas ou esquetes que serão colocados linearmente( ou na time line) conforme o interação do cursor com a área do filme (objeto) na página. Se o usuária na movimenta o curso disparamos um filme pra motivar o cara, se ele preencheu mas não finalizou, outro. E assim por diante.

Num outro post do passado comentei sobre produções de filmes não lineares: http://blog.alon.com.br/index.php/2007/03/21/filmes-para-internet/

Assim resolvemos disponibilizar os 44 filmes no you tube e explicar a regra de negocio de cada um(o momento que ele veicula). Click AQUI.

As explicações estão em cada um dos filminhos.





A nossa antiga sede explodiu

27 05 2007

Literalmente. A Cyrela comprou o prédio onde ficava a sede do Pão de Açucar. Dizem que farão um mega complexo residencial e comercial.   Ano passado fomos obrigados a mudar e finalmente depois de 6 meses implodiram o prédio. O Michel que mora por perto gravou as cenas.





A torneira que não fecha mais

22 05 2007

No início deste século, líamos todas as previsões de como seria a tal da convergência da comunicação. Na grande maioria delas era fascinante imaginar como a informação nos chegaria fácil, amigável e em qualquer lugar. O tempo passou, nós já vivemos essa tal convergência, e poucas pessoas reconhecem o seu mérito . Insisto que não podemos negar que já estamos nela, claro que não estou falando daquelas cenas de Missão Impossível onde a imagem se projetava e o Tom Cruise clicava no ar como touch screen. Mas ela está no ar pelo Wi-Fi , portátil com o iPod ou muito interativa como o Wii e Playstation.

Mas reconhecemos que a melhor forma de entender é assistir. E assistir, se não for ao vivo, tem que ser por um filme. É fato e não se discute.

O grande pipeline da convergência é a distribuição. Com a alta velocidade, não importando o meio, entendemos facilmente que filmes com uma ampla distribuição são uma grande arma de criação em massa. Antes a indústria cinematográfica caminhava numa velocidade compatível a do ser humano. Dava tempo de inventar, ensinar e aplicar. Aí veio a tecnologia que acelerou tudo e embaralhou todo o processo. Acho muito importante citar isso porque sempre ignoramos a nossa capacidade de aplicação, somente exaltamos a de invenção.

Com a torneira de dados aberta (mas nem toda ainda) estamos na era digital onde produzir e veicular profissionalmente é rápido e barato, respectivamente.

E justo neste momento onde todos deveriam ficar mais felizes, esquecemos que somos seres humanos e que ainda precisamos ensinar, aprender e finalmente aplicar.
Mas, antes de mais nada, precisamos compreender que a tecnologia nos deu o poder de propagar em massa nossas mensagens sem depender exclusivamente de poucos agenciadores, os bons e “velhos” veículos de comunicação. Se nós, pessoas ou marcas que, aliás, também não deixam de ser pessoas, temos a independência da emissão de mensagens, nós somos, por lógica, efetivamente emissoras. Assim, devemos pensar e criar como uma seguindo o que estes “antigos” agenciadores aprenderam e nos ensinaram.

Se uma marca é uma emissora de conteúdo e tem, por exemplo, um site na internet como um grande canal de massa, ela tem que agir claramente como uma. Ela tem o poder de trabalhar como antigamente, com grades de horário, e atualmente com filmes misturados com mais informações convergentes ou misturados num ambiente com textos, fotos e principalmente com informações variáveis vindo de bancos de dados que formam um novo sistema, a emissora da era digital.

TRANSFORMAÇÃO

Se por um lado temos as emissoras independentes, nós também temos uma indústria que vai ter que produzir em enorme escala todos estes conteúdos e principalmente milhares de filmes. Nesta fase, estamos todos aprendendo e aplicando todo o potencial no limite máximo da execução sem falhas. Antigos profissionais se reciclando como Diretores de Fotografia, aprendendo a usar os novos equipamentos digitais, agências produzindo quase curtas-metragens com roteiros não lineares, pós-produção em set de filmagens e novas profissões sendo criadas como Arquitetos de Informação e Analistas de Audiência. As antigas agências agenciando menos e produzindo mais. Tudo velozmente mudando para se adaptar à multiplicação das emissoras.

Para não ser tão conceitual, existem muitos exemplos desta transformação. Alguns dos exemplos mais simbólicos vêm do lado da indústria de broadcast como a feira NAB, a mais importante do mundo, tendo o meio digital e a internet com a maior quantidade de estandes e soluções em exposição. Os anunciantes aumentando drasticamente as suas verbas na produção de conteúdo e verbas para a internet. As produtoras de filmes abrindo suas divisões de “filmes”para a internet e finalmente as grandes holdings de comunicação já obtendo grandes fatias de receita e lucro dos chamados serviços de marketing e principalmente dos interativos digitais. E, por fim e até pouco tempo inimaginável, os próprios consumidores produzindo para fechar este ciclo.

Ainda bem que jornal tem limite porque minha esposa acabou de baixar o último episódio de Lost (terceira temporada) que passou na ABC americana há 1 hora atrás.

Artigo publicado no Meio e Mensagem Especial “internet” do dia 21/05/07.





Qual o coletivo de banner?

21 05 2007

Site imobiliário é claro.

Acho que um dos segmentos mais mal explorados no Brasil é o imobiliário. Simplesmente não existem sites pensados. Ou tem uma pitada de contéudo e um mooooonte de web 2.0, skype e até second life na massa jogados ou nada. E os textos então? Polianas, melosos, enjoativos. E não podemos reclamar que é falta de dinheiro.





Perfume: The Story of a Murderer

21 05 2007





#6 Quem disse?

20 05 2007

Quando você vai analisar a audiência de um veículo na internet, você recebe os números de Page Views, Unique Visitors, Visitors e etc. Mas você confia nesta informação?

Quem aferiu estes números? É auditado?

Se é auditado, Qual o método?

Acho que dá pra confiar nos números dos principais veículos. Quando compramos a mídia, ela é realmente entregue porque tageamos todas as campanhas. Mas acho que seria interessante já existir um “meter” quantitativo ( não por amostra) de audiência. E se vamos considerar isso um pedido, vamos exagerar e pedir um preço justo para os veículos verticais também serem beneficiados.

Dei um print screen dos 4 principais veículos do Brasil: IG, MSN (não dei pq eles não tem uma página de audiência), Terra e UOL. Notem as fontes dos números.
imagem20.png

fonte: Brasil Telecom Internet

imagem19.png

fonte: Métricas UOL

imagem18.png

fonte: Statweb





#5 Agências de publicidade que precisam entrar no meio digital. Precisam?

19 05 2007

Está se sentindo velho ? Ta vendo a molecada voando por aí e você ainda não sabe por onde começar nesta história?
Rapidamente o que posso falar é que não adianta forçar uma história. Tem que ser natural. O meio digital é complexo, é cheio de detalhes, é a convergência de varias indústrias, profissionais e comportamentos diferentes. Se meter nisso é uma encrenca realmente.Tem que ter uma noção de tudo e as vezes profunda. Mas basicamente existem duas escolhas:
- criar uma empresa especializada e com vazão(pelo menos com 20 pessoas) e conhecimento ou
- ter interfaces dentro da sua agência com empresas especializadas. Algo semelhante como um RTV mas com perfil diferente, claro.





#4 Como devo comparar a internet com o resto(demais meios).

19 05 2007

A resposta é simples. Você não deve comparar.
Você deve ter em mente qual o seu objetivo na internet. Se você for da industria de montadoras, por exemplo, onde 80% dos teus compradores visitam o seu site antes de comprar, você deve ter a melhor experiência possível pra vender o seu carro. Invista na produção e inteligência do seu site. Pós vendas, serviços e relacionamento também são ótimas sugestões. Cada industria tem o seu momento, sua esfera e tempo de intimidade com o usuário.
Este é um assunto longo que logo escreverei com a sua devida explicação e profundidade. Mas adianto que nunca existirão objetivos únicos num meio tão abrangente. Não esqueça que a internet é a união de todas as outras mídias juntas(TV, radio, impressa) e meios(ex. Celular).





#3 Rótulos não são nada. Pior é comparar internet com meios não interativos.

19 05 2007

Quando os donos do dinheiro(os clientes) que precisam criar marcas e/ou vender seus produtos planejam a sua distribuição de dinheiro nas mídias, cometem o erro de dividir e comparar todos os meios digitais e interativos com o resto.
Num primeiro momento dá pra entender o raciocínio porque a internet é considerada mais uma mídia. Mas depois, quando você põe em prática e começa a obter os resultados através do famoso funil:
Impressões
Taxa de click
Page views
Visitors
Unique visitors
Tempo médio de navegação
Cadastros
Etc. Etc. Etc.

Eles percebem que não é realmente a mesma coisa.